sábado, 5 de setembro de 2015

Controle de gastos

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse, no programa Miriam Leitão, que vai ao ar todo sábado pela Globo News, que a prioridade do governo será controlar os gastos com a previdência e pessoal. Um cidadão, que estava assistindo ao programa, fez logo a pergunta "para acabar com a corrupção, ele não diz como vai acabar, só pensa em ferrar com o aposentado".

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Marcelo Odebrecht fala em "Valor moral"

O empreiteiro Marcelo Odebrecht, preso em junho por uma das fases da Operação Lava Jato, disse que delação premiada é para quem tem o que delatar, "eu não tenho nada". Marcelo não dedurou ninguém, nem vai fazê-lo.

O presidente da Odebrecht, foi é elogiado por deputados da CPI da Petrobrás, que está em Curitiba ouvindo uma série de empreiteiros envolvidos na Operação Lava Jato. 

Marcelo também disse que não foi educado para dedurar ninguém, o silêncio faz parte do que ele chamou de "valores morais", que teria aprendido ainda na infância.

O relator da CPI Luiz Sérgio (PT-RJ), claro fez rasgados elogios dizendo que a construtora Odebrecht é a mais importante do país.


Zé Dirceu indiciado?


                   


O ex-ministro José Dirceu poderá ser indiciado em uma das investigações da Lava Jato. O prazo para conclusão do inquérito da 17ª fase da Operação Lava Jato termina hoje (1/09).

O ex ministro preferiu ficar em silêncio na CPI da Petrobrás e na Polícia Federal. Segundo investigadores, há fortes indícios de que ele cometeu algum crime.


Mais rico do Brasil, dono da Ambev ganha R$ 3,86 mi por hora em um ano

O empresário Jorge Paulo Lemann, 75, é o homem mais rico do Brasil pelo terceiro ano seguido e também o que mais ganhou dinheiro no último ano.

Segundo a revista "Forbes Brasil", seu patrimônio passou de R$ 49,85 bilhões, no ano passado, para R$ 83,70 bilhões, em 2015 --um salto de R$ 33,85 bilhões. Isso representa um ganho de R$ 92,74 milhões por dia, ou R$ 3,86 milhões por hora em um ano. A revista considera o período de 12 meses até julho.

A alta do dólar favoreceu o empresário, pois grande parte de seus investimentos está fora do país.

Ex-jogador profissional de tênis, Lemann é sócio da empresa de investimentos 3G Capital Partners, que possui marcas como Budweiser, Burger King e Heinz. No Brasil, ele tem participação na Ambev, fabricante de cervejas como Brahma, Skol e Antarctica.

Mais ganhadores

Os sócios de Lemann na 3G Capital, Marcell Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, também viram suas fortunas saltarem em um ano, segundo a revista.
Telles, o terceiro mais rico do Brasil, aumentou seu patrimônio em R$ 16,68 bilhões, passando de R$ 25,58 bilhões, no ano passado, para R$ 42,26 bilhões, neste ano.

Sicupira, o quarto no ranking dos bilionários brasileiros, ganhou R$ 14,63 bilhões. Sua fortuna, estimada em R$ 22,30 bilhões em 2014, subiu para R$ 36,93 bilhões em 2015.

Ministério Público pede bloqueio de bens de Lula

23.02.2011  13:38 

O Ministério Público Federal (MPF) de Brasília pediu à justiça o bloqueio dos bens do ex-presidente Lula da Silva, a quem acusa de improbidade administrativa por ter usado verba pública com claro intento de promoção pessoal. 

O bloqueio de bens tem como finalidade garantir a devolução aos cofres públicos de quatro milhões de euros que Lula, segundo o MPF, usou indevidamente. A acção interposta pelo MPF refere-se ao gasto desses quatro milhões de euros com a impressão e o envio pelo correio de mais de dez milhões de cartas enviadas pela Segurança Social a reformados entre Outubro e Dezembro de 2004, segundo ano do primeiro mandato de Lula. 

A missiva avisava os reformados que um convénio estabelecido entre a Segurança Social e o até então desconhecido Banco BMG lhes permitia a partir de então pedirem empréstimos a juros baixos e sem qualquer burocracia àquela instituição bancária, com o desconto das parcelas sendo feito directamente nas reformas.  Até aí não haveria problema, não fossem dois detalhes, que chamaram a atenção dos promotores. O BMG, único banco privado a ser autorizado na altura a realizar esse tipo de empréstimo, conseguiu a autorização em menos de duas semanas, quando o normal seriam vários meses, e as cartas, simples correspondência informativa, eram assinadas por ninguém menos que o próprio presidente da República, algo nada comum para esse tipo de aviso. 

Para o Ministério Público, não há dúvida de que Lula e o então ministro da Segurança Social, Amir Lando, que também assinou as cartas e é igualmente acusado na acção, usaram a correspondência para obterem promoção pessoal e lucro político e que a acção do presidente da República favoreceu a extrema rapidez com que o BMG conseguiu autorização para operar o negócio, desrespeitando as normas do mercado.

 A 13.ª Vara Federal, em Brasília, a quem a acção foi distribuída, ainda não se pronunciou sobre o pedido do MPF.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/ministerio-publico-pede-bloqueio-de-bens-de-lula.html

Polícia Federal identificou 84 empresas de fachada vinculadas à Lava-Jato; valor movimentado foi de R$ 2,6 bilhões

SÃO PAULO — Depois de ver seu barraco condenado num deslizamento de terra no Jaçanã, na Zona Norte de São Paulo, em 2011, Andrea dos Anjos Bastião aceitou se tornar “sócia” da Rigidez, construtora de fachada que serviu para desviar R$ 48 milhões de obras públicas por meio de falsos contratos de prestação de serviços com as maiores empreiteiras do país. Pelo negócio, Andrea, que não foi localizada pelo GLOBO, virou laranja da empresa e recebeu cerca de R$ 1 mil por mês até o início de 2014. Com a deflagração da Lava-Jato, os depósitos cessaram. A casa de Andrea, hoje de alvenaria, com três pavimentos, interfone e grades altas, ficou inacabada.

Dentro da operação que investiga as fraudes na Petrobras, a Rigidez aparece como uma das 84 empresas de fachada ou “noteiras” — como são conhecidas as que apenas abastecem com notas fiscais o pagamento de propinas — que irrigaram partidos políticos, agentes públicos e intermediários de repasses no esquema de desvios de recursos. Dessas, 55 movimentaram R$ 2,6 bilhões entre 2009 e o início deste mês, segundo levantamento feito pelo GLOBO em ações judiciais ou inquéritos tornados públicos pela Justiça Federal do Paraná. As demais empresas seguem na condição de investigadas, sem identificação de valores movimentados. Não estão incluídos no levantamento os inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal, que estão sob sigilo e envolvem políticos no exercício de mandatos.

Para se ter uma ideia, esse valor seria suficiente para construir 65 mil casas do programa Minha Casa Minha Vida, a um custo médio de R$ 40 mil. Apenas as duas empreiteiras cujas cúpulas foram condenadas em primeira instância, OAS e Camargo Corrêa, pagaram R$ 91,5 milhões a quatro empresas de fachada — e elas não param de se multiplicar nas investigações da Polícia Federal.

O esquema que, segundo o Ministério Público Federal, irrigou três dos principais partidos políticos do país — PT, PMDB e PP — passa por homens apresentados como consultores de sucesso, falsas empresas de engenharia e escritórios de contabilidade habituados a recrutar pessoas em dificuldades financeiras, em geral pobres, para assumir a posição de “laranjas”. Em troca de ajuda, elas aceitam figurar como “sócias” em firmas de fachada, usadas para movimentar milhões de reais.

RICOS E POBRES NO MESMO GOLPE

Ao lado de empresários como Milton Pascowitch, dono da Jamp, que movimentou pelo menos R$ 45 milhões e fez depósitos para o ex-ministro José Dirceu, estão pessoas que não têm noção dos milhões negociados.

É o caso do aposentado Eufrânio Alves, morador do bairro Casa Verde, também na Zona Norte da capital paulista. Em 2012, com problemas de saúde e recém-recuperado de uma cirurgia no fêmur, Alves se viu envolvido no esquema da empreiteira Delta, na Operação Monte Carlo da Polícia Federal. Na época, a empresa dele havia sido flagrada por ter recebido R$ 950 mil.

O tempo passou, e o foco das investigações hoje é outro, mas Alves continua servindo de laranja, agora na Operação Lava-Jato. A RCI Software, sua empresa, reapareceu com movimentações acumuladas de R$ 16,8 milhões desde 2009.

O aposentado, que até hoje se diz surpreso com a irregularidade, afirma que apenas aceitou o pedido de um amigo para se tornar sócio da empresa. Alega não ter recebido um tostão.

— Nunca mais ele apareceu aqui em casa — reclama Alves.

O amigo em questão é Waldomiro de Oliveira, com diversas passagens pela polícia por estelionato, segundo relatório da Polícia Federal. Na Lava-Jato, foi condenado a 11 anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro e participação em quadrilha, ao lado do doleiro Alberto Youssef.

— Se eu sonhasse que estava sendo feito algo ilícito, jamais teria feito. Com essa idade, não ia fazer uma coisa dessas — disse Oliveira ao depor à Justiça Federal do Paraná.

A rede de firmas de fachada não está restrita a laranjas. O negócio é tão rentável que muitos dos intermediários eram conhecidos como empresários de sucesso, como o operador Júlio Camargo, que criou três empresas — Auguri, Treviso e Piemonte — para repassar propina no esquema que envolve a área Internacional da Petrobras. Juntas, elas remeteram para o exterior mais de R$ 50 milhões. Camargo é hoje um dos delatores do esquema.

As empresas de fachada servem para dar ares de legalidade ao desvio de recursos públicos. Em geral, contratos, notas fiscais, depósitos e transferências bancárias são absolutamente legais, a não ser pelo fato de as empresas não terem sequer funcionários e não terem prestado serviço algum. A receita é a mesma para vários grupos criminosos investigados pela Polícia Federal. Numa única ação contra a doleira Nelma Kodama, que atuava no ABC paulista e foi condenada na Lava-Jato, foram identificadas cinco empresas desse tipo, que movimentaram R$ 18,126 milhões.
Adir Assad, operador que se tornou conhecido na investigação da empreiteira Delta, é suspeito de controlar pelo menos seis empresas de fachada, ainda alvos de investigações. Recentemente, a PF descobriu que essas empresas também receberam dinheiro de cinco pequenas centrais hidrelétricas localizadas no Mato Grosso.
Uma das locadoras usadas pelo grupo de Assad foi a JSM Engenharia e 

Terraplanagem. A sede dela é um casarão antigo, uma espécie de “escritório virtual” em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Na porta, uma placa da Lokal Assessoria anuncia venda e aluguel de imóveis. Na recepção, só uma mesinha velha com telefone. 

A recepcionista afirma que a JSM foi, sim, cliente, até 2013, e fornece o telefone do contador.

O responsável pelo escritório, que não quis ser identificado, afirma que atualmente o endereço serve a cerca de dez empresas. E se defende: não tem nada de ilegal nisso.

— Nenhum empresário precisa ficar esperando alguém aparecer. Ele pode trabalhar no Brasil todo — justifica.

No mesmo município ficava outra empresa do grupo, a SM Terraplanagem, que usou o endereço de uma casa alugada a uma técnica de enfermagem. Na conta da SM, que não tem uma máquina sequer para alugar, foram descobertos depósitos de cerca de R$ 199 milhões.


Fonte: OGlobo.com

Ricardo Pessoa confirma doação ao caixa 2 na campanha da Dilma de 2010 e 2014


O Estadão soltou a bomba do dia:
“Ricardo Pessoa detalhou em depoimento de delação premiada que repassou R$ 3,6 milhões de caixa dois para o ex-tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010, José de Filippi, e o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, entre 2010 e 2014.”
[* Atualização: segundo a VEJA, o valor total para a campanha de Dilma de 2014 foi, na verdade, de 7,4 milhões de reais.]
Segue o jornal:
“Ele entregou aos investigadores uma planilha intitulada ‘pagamentos ao PT por caixa dois’ que relaciona os ex-tesoureiros a valores”.
(* Atualização: a VEJA teve acesso à delação e o valor repassado à Dilma é, na verdade, de 7,4
Na planilha, o delator relacionou o pagamento de 2,9 milhões de reais a Vaccari.
Dinheiro sujo do petrolão.
Em fevereiro de 2011, Ricardo Pessoa deu:
– 500 mil reais para o PT;
Em março de 2011:
– outros 500 mil reais;
Em março de 2012:
– 220 mil reais;
Em 2013, foram quatro pagamentos:
– 350 mil reais em abril;
– 350 mil e 500 mil reais em dois pagamentos em julho;
– 500 mil reais em agosto.
Acabou, Dilma Rousseff!
Obrigado, Ricardo Pessoa! Viva Sérgio Moro!
É tetra! É tetra! Brasiiiiiiilllll!