terça-feira, 4 de maio de 2010

Gravidez precoce no Amapá

A única maternidade pública de Macapá, Mãe Luzia, registra 57 mortes de bebês entre os 1.755 que nasceram este ano. O Ministério Público do Amapá investiga a situação do local que atende 16 municípios do Estado, além de oito do Pará, mas conta com somente sete leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com respiradores artificiais.
Segundo o diretor da maternidade, Dílson Ferreira da Silva, o hospital tem um alto índice de mortalidade de bebês com até um mês de idade porque recebe muitas mães jovens que não fazem o pré-natal. "Temos um alto índice de gravidez precoce, de meninas de até 13 anos e muitas não fazem o pré-natal. Em consequência disso, elas desenvolvem alguma complicação que leva à prematuridade extrema dos bebês."
De acordo com ele, outra causa para o elevado índice de óbitos é que a unidade atende casos de extrema complexidade. "Somos uma unidade de referência para atendimento pelo SUS [Sistema Único de Saúde] e a única do estado que faz procedimentos de alto e médio risco", destaca.
Só este ano a taxa de mortalidade na Maternidade Mãe Luzia chegou a 32 bebês em cada mil nascidos. Em 2009, o índice verificado em todo o estado do Amapá foi de 16,6, pouco acima da média nacional, de 13,9, segundo dados do Ministério da Saúde. Só entre os dias 5 e 8 de fevereiro, nove bebês morreram no hospital.

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