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Anotem este nome – Gilmar Ferreira Mendes. Sua carreira é impressionante, tendo sido aprovado em três concursos públicos simultâneos, no ano de 1984, quando fez Mestrado e tirou primeiro lugar na disputa para professor da Universidade de Brasília, onde ensina Direito Constitucional.
A briga e o corre corre agora é pra ver quem derruba a
Presidente Dilma primeiro. Com tantos fatos em evidencias para sua cassação, o ministro Gilmar Mendes
também disse que irá cassar seu mandato. Na Câmara dos deputados Eduardo Cunha
usa o mesmo discurso.
Portanto, não é nenhum Dias Toffoli e já era respeitado como
jurista de notório saber quando foi nomeado pelo presidente Fernando Henrique
Cardoso para o Supremo Tribunal Federal, em 2002, na vaga do ministro Néri da
Silveira.
Agora. quis o destino que Gilmar Mendes voltasse ao Tribunal
Superior Eleitoral em fevereiro de 2014, com mandato de dois anos, na condição
de vice-presidente, e tenha se tornado relator da prestação de contas do PT na
última eleição. E agora, com uma simples caneta na mão, ele está mostrando ao
país que a atuação solitária de um simples ministro pode mudar os destinos da
nação, ao devassar o que houve na última eleição presidencial.
COM RESSALVAS
A primeira providência de Mendes para sanear a eleição de
2014, alvo de uma saraivada de denúncias de fraude, foi fazer com que a
aprovação das contas do PT fosse feita com ressalvas. E mais: mandou preservar
a documentação para posterior exame.
A segunda providência, depois que se agravaram as denúncias
da Lava Jato sobre uso de recursos ilícitos na campanha de Dilma, foi desmontar
o golpe da relatora da ação do PSDB para cassação de Dilma Rousseff, ministra
Maria Thereza Rocha de Assis Moura, que arquivara a petição sem abrir ação e
depois arquivara o recurso do PSDB.
Há duas semanas, no julgamento do recurso do PSDB, Mendes
destruiu a credibilidade da ministra Maria Thereza, uma simples advogada do
tipo Toffoli, de currículo inexpressivo, que chegou ao Superior Tribunal de
Justiça sem méritos próprios, exclusivamente por obra e graça da presidente
Dilma.
ERROS GROTESCOS
Com precisão cirúrgica, Mendes apontou uma série de erros
jurídicos primários que a ministra cometera no afã de arquivar o processo
contra a amiga Dilma. Sem a menor contemplação, Mendes humilhou-a perante os
outros seis integrantes do TSE, numa cena verdadeiramente constrangedora, e a
ministra sequer se defendeu.
Depois de desmontar o parecer de Maria Thereza, Mendes votou
contra o arquivamento da ação para cassar Dilma e foi seguido pelo
corregedor-geral da Justiça Eleitoral, João Otávio de Noronha, que é um dos
mais respeitados ministros do STJ.
Esta semana, o ministro Luiz Fux, que apoiara as críticas de
Fux à posição da relatora, votou a favor do prosseguimento da ação, e pediu
vistas dos autos e foi acompanhado pelo ministro Henrique Neves, que garantia
maioria. O julgamento só não terminou, porque a ministra Luciana Lóssio pediu
vistas e a falta o ministro Dias Toffoli votar.
Detalhe importante: Luciana Lóssio é outra ministra tipo
Toffoli, sem notório saber e que chegou ao TSE por nomeação de Dilma Rousseff,
recompensando-a por ter sido advogada do PT na campanha de 2010.
A CASSAÇÃO VEM AÍ
Com o prosseguimento da ação do PSDB, a cassação da chapa
Dilma/Temer passa a ser praticamente certa. É apenas uma questão de tempo,
porque o ministro-relator Gilmar Mendes está conduzindo com muita precisão os
trabalhos, mandando investigar múltiplos podres da campanha do PT, que teve
empresas irregulares como fornecedoras e recebeu doações ilegais das
empreiteiras, conforme já denunciou o empresário Ricardo Pessoa, em delação
premiada na Lava Jato.
Nas mãos de Gilmar Mendes, o mandato de Dilma não vale uma
nota de três dólares. Querem apostar?

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